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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mãe desvairada

Tendo contra o peito o teu rebento,
Sozinha ao léu, ao sol, à chuva ao vento,
Numa atitude de amor incontida,
Esqueceste da tua própria vida.

Como entender igual desprendimento?
Pra salvar teu bebê do sofrimento,
Renunciaste à felicidade
de vivenciar a maternidade.

Teu gesto não será compreendido,
Pois, só quem, por amor, houver sofrido
A tão cruel dor da crucifixão,

Poderá, finalmente, compreender
O ato de entregar-se pra morrer
A fim de que outro tenha salvação.

O mundo não pode entender a transcendência do amor! Para muitos, amar é simplesmente tomar nos braços e, num abraço, movido pela emoção, declarar amor e afeição.

Numa dimensão maior, uma atitude, uma palavra, podem significar muito mais que tudo isso!

Maria não teve oportunidade de abraçar a Jesus nos momentos mais cruciantes da Sua vida, no entanto, dor maior ninguém jamais sentiu, solidariedade maior jamais haverá.

Tu és um bibelô que se fez mulher! Conheceste a dor, o sofrimento, mas, sobre tudo, conheceste a alegria de ser mãe, ter contra o peito um ser que é o teu próprio ser, clone perfeito do eu do teu querer.

Ah bibelô, esquece a dor, o sofrimento e vive o amor! Vive a sublime alegria de ser mãe!


PFA/

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