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terça-feira, 31 de maio de 2022

Rosa (Ver mais)



Rosas, são rosas, nelas jaz perfumes,
cuja essência do néctar das paixões
exasperam ingênuos corações
no calor dos programas em negrumes,

quando fazem das suas ilusões
o vil êxtase que reflui ciúmes
com lágrimas, vertigens e queixumes,
ignorando limites e razões.

Rosas, são rosas, são todas iguais,
são distintas espécies multicores,
provocando paixões, sonhos, amores,

com as suas belezas surreais,
mas, ante os teus encantos sedutores,
Rosa, rosas são flores, nada mais!

PFA/31.05.2022


segunda-feira, 30 de maio de 2022

Sublimidade do amor (Ver mais)


Ao Sol raiar, tocou o telefone,
sonolento, atendi:   Alô, pois não!
 Alô, desculpa, sou eu, coração.
A sua voz soou como um ciclone.

 Se desligar, não tiro-lhe a razão,
nem se botar a boca no trombone.
Fale tudo que bem quiser, detone,
eu mereço qualquer acusação.

Analisando o quanto fui feliz
e as tantas crueldades que lhe fiz,
entendo que é difícil perdoar!

— Se é só isto que tens a me dizer,
em meu portão te peço não bater,
está como deixaste, é só entrar.

PFA/30.05.2022

domingo, 29 de maio de 2022

Cordeto XV - Tema: Saudade (Ver mais)


Mote de Nealdo Zaidan:

I
"é a presença da ausência
de quem não pode ficar."

II
Saudade é resiliência
que não se pode explicar,
"é a presença da ausência
de quem não pode ficar."

III
Eu vivo por dependência,
constrange-me confessar:
a saudade é contingência
dum vil plural singular,
"é a presença da ausência
de quem não pode ficar."

1V
Cada verso que componho
traz à luz o meu pesar,
é recalque de saudade
o que tento explicitar,
pois, seu teor, em essência, 
"é a presença da ausência
de quem não pode ficar."

V
Os poemas que eu faço, na verdade,
têm por tela de fundo relembranças
para as quais inexistem esperanças
de que tornem a ser realidade.
Diminui a saúde, aumenta a idade,
criando fatal clima singular
onde por mais que se tente negar
ninguém pode fugir da consequência
cujo eu "é a presença duma ausência,
surreal, de quem não pode ficar."

VI
É difícil, mas, eu vou resistir,
minha têmpera não pode ceder,
por mais que a dor tente corroer
o que juntos tentamos construir

eu jamais poderei retroceder,
juro por Deus que não vou desistir.

A saudade não vai se eternizar,
seja qual for a sua consistência,
pois é, na real, fútil excrecência
que pretende manter o seu lugar 

cujo eu "é a presença duma ausência,
surreal, de quem não pode ficar."

PFA/28.05.2022

sábado, 28 de maio de 2022

Apelo nacional (Ver mais)



Vós que vos julgais donos da verdade,
descei do pedestal da mesquinhez
que apequenou a vossa sensatez
e exacerbou a vossa iniquidade.

Atentai para sã realidade:
- mais que teologias: lucidez;
- mais que ideologias: altivez;
- e, mais que prepotência: humildade.

Abri os vossos olhos, despertai
e sede atenciosos, escutai! 
Acima dos matizes teológicos

e de fúteis padrões ideológicos,
há ciência na voz do coração
que sabe conviver com a razão.

PFA/28.05.2022


quarta-feira, 25 de maio de 2022

Bíblia & Poesia (Ver mais)

Davi: Poeta, cantor e profeta 

Dentre as minhas mais caras regalias
duas têm o poder especial
de transportar-me ao mundo surreal:
ler a Bíblia sagrada e poesias.

Da Bíblia sorvo o néctar divinal
que dá razão de ser para os meus dias;
da poética, amor e fantasias,
virtudes com teor transcendental.

Não obstante a clareza das ciências,
há, na Bíblia, sutis conhecimentos
que intrigam com as suas evidências.

Igualmente, os fascínios da poética,
com os seus efusivos sentimentos,
poderão constranger a dialética.

PFA/24.05.2022

terça-feira, 24 de maio de 2022

Diálogos de Quia e Max – Ciladas & amigos (Ver mais).


– Dentre as muitas ciladas deste mundo
varias delas testaram sua fé,
quantas vezes, pra se manter de pé,
precisou respirar o mais profundo.

Sua conduta diz quem você é,
você ê meu primeiro sem segundo;
sempre que precisou, mergulhou fundo,
não se deixou pegar no contrapé.

– Religião, política, o país,
empregados, amigos... em meus redis,
de cada um respeitei o seu mister.

Pai, mãe, filhos, irmãos, netos, mulher,
todos fiéis amigos solidários, 
pouparam-me de dias solitários.

PFA/16.05.2022


segunda-feira, 23 de maio de 2022

E agora, José? (Ver mais)


Se o Sol da sua vida escurecer,
a Lua perder seu encantamento
e, sem luz estrelar no firmamento,
no seu céu nada mais haja pra ver;

se todo o seu vigor, por um momento,
minguar, diminuir, retroceder,
permitindo que possa reviver
o exato instante do seu nascimento;

você, inconformada criatura,
lá do materno berço de candura,
com chance de antever o seu porvir,

tentará mudar seu itinerário,
para ajustá-lo ao seu imaginário,
ou deixará a vida prosseguir?

PFA/18.05.2022

domingo, 22 de maio de 2022

Final feliz (Ver mais)



 Expectativas e realidade,
o desfecho, assim como esperado,
tornou-se real, foi concretizado,
o Zé, agora, tem tranquilidade.

Está, neste momento, num estado
onde não tem qualquer dificuldade,
está livre de assaltos e maldade,
inclusive de ser atropelado;

liberto de boletos, multas, juros,
doenças, da mulher, filas, seguros;
sem as perseguições da vil milícia

e livre de abordagens da polícia.
 Vamos lá, desembucha, o Zé morreu?
 Não, só está de porre e adormeceu. 

PFA/21.05.2022