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domingo, 10 de março de 2013

Meu mundo




Imaginei um mundo de fantasias
repleto de amor, gozos e poesias,
adornei-o co’ orquídeas, girassois,
e musiquei-o co’ o som da tua voz.

Dei-lhe o odor que exalas ao passar,
a pureza copiei do teu olhar,
e a alegria que há no teu sorriso
usei pra colorir meu paraíso.

Aves e borboletas multicores,
inclusive os mais lindos beija-flores,
nos bosques e jardins distribuí.

Co’ o sonho de que me amasses o enfeitei,
co’as lágrimas do meu pranto o irriguei
e co’a dor da tua ausência o detruí.

PFA/


sábado, 9 de março de 2013

Minha Monalisa




Com o meu olhar o mundo atravesso
e vasculho num instante o universo
a procura de uma inspiração
que desperte a minha emoção.

Na ficção de Hollywood, nada achei,
na mitologia grega, em vão busquei,
em Venus, nada há de especial,
a Via Láctea inteira é igual!

Vi que é inútil a especulação,
nessa e em qualquer outra dimensão,
nada há de melhor para se ver!

Demorei até, enfim, compreender
que é perda de tempo procurar
o que só em teu olhar posso encontrar.

PFA/


sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia internacional da mulher





A mulher e a criação

O Senhor criou o homem e a mulher
e os dotou pra sequência do mister,
fazendo-os os primeiros entre os pais,
e homem e mulher Deus não criou mais!

O sublime dom da maternidade
põe a mulher com Deus em igualdade,
correspondendo à quase criação,
resguardada a devida proporção.

É a sua maior ajudadora
nos afazeres da obra criadora
e dotada com a sacra missão

de educar com amor e devoção.
Deus deu vida à mulher - disse Mateus -
e ela, depois, deu vida para Deus. (Mt 1:16)

E, Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu
Jesus  que Se chama o Cristo. Mateus 1: 16

PFA/

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia mundial da oração




O poder que há numa oração,
de joelhos postos junto ao pó do chão,
faz tremer as mais altas potestades
do satânico reino das maldades. (Salmos 95:6)

Ante a interação filhos e Pai
toda força maligna se esvai
e as santas bênçãos caem sem medidas,
ao tempo em que estão sendo pedidas. (Dn 9:20 a 27)

Jejum e oração são poderosas
e eficientes forças milagrosas
disponibilizadas pros cristãos!

Se, com fé, estenderes tuas mãos,
certamente, o Pai te ouvirá
e a tua aflição terminará.

PFA/


quarta-feira, 6 de março de 2013

Venus




A estrela matutina, em devaneios,
trai-me, ao revelar-te os meus anseios,
disfarçando-se de ponte do amor,
quando nós dois fitamos seu alvor.

A sua conivência é suspeita,
pois, com o seu lirismo, me ajeita
enquanto te revela os meus segredos
e, os teus, pra mim, só de arremedos.

Será que ele está, de ti, enamorado?
Ela é ele, de estrela disfarçado,
e, usando o seu fascínio e fulgor,

pretende roubar-me o teu amor!
Pelo seu proceder inconsequente,
Venus não é mais o nosso confidente.

PFA/


terça-feira, 5 de março de 2013

Parabéns




Rendamos graças a Deus, o Senhor,
pelas infindas dádivas de amor
e pelas bênçãos que te concedeu
durante os dias de vida que te deu.

A efemeridade da existência
mina e compromete a resistência
da mais completa máquina divina
quando, ao entardecer, a vida se inclina.

Mas, a sua essência é mantida
e, mesmo depois de finda a vida,
continuará brilhando noutras vidas,

com todas as virtudes revividas.
Brilha, Nega, e exala o teu perfume,
pois, a existência a isso se resume!

PFA/

segunda-feira, 4 de março de 2013

Recordações




Em visita à vila onde nasci,
durante alguns momentos revivi
singelas lembrancinhas, tão distantes,
mas, que, pra mim, são muito importantes.

Lembrei do padre Antonio, meu padrinho,
dos professores: Pedro de Nequinho,
dona Edite e dona Lili,
aos quais eu devo tudo que aprendi.

Estive com Zazá e Caribia,
amigos que há muito eu não via!
A Vila de hoje está uma beleza,

tem aparência e porte de riqueza:
ginásio, internet, água, clube, luzes,
bem diferente da antiga Cruzes!

PFA/03.03.2013


domingo, 3 de março de 2013

O circo – 3 º ato - O final




Na saída a volta à realidade,
enfrentar a violência da cidade,
pessoas sem amor, sem compaixão
e incapazes de uma só boa ação.

Vi os seus olhinhos quase a marejar!
– O que foi que aconteceu, vai chorar?
– Perdi a hora, e não me lembro do caminho,
não vou achar a ponte indo sozinho!

Senti meu coração se contrair,
foi duro o que acabara de ouvir!
– De que ponte você esta falando?

– Da ponte onde a gente está morando.
Tomei-o de encontro ao meu peito
e hoje ele é o meu braço direito.


PFA/


sábado, 2 de março de 2013

O circo – 2 º ato - O espetáculo




Tirei o meu ingresso e o do menino,
duas poltronas máster, no mezanino.
Chamava à atenção a sua alegria
ante as piruetas do palhaço Arrelia.

Comeu pipocas, queijo e pirulito,
algodão enrolado no palito,
maçã caramelada, e cheirosa,
e ganhou uma prenda luminosa.

Na apresentação dos elefantes,
pareceu temeroso, por instantes,
mas, só até à chegada dos macacos.

Um palhaço tocando nos sovacos
o levou a sorrir até chorar!
Que pena, tudo teve de acabar!

PFA/


sexta-feira, 1 de março de 2013

O circo – 1º ato - A entrada




Os luzeiros em pisca-pisca frenéticos,
gravuras dos palhaços mais patéticos,
e dos animais vistos na parada,
davam tom majestoso à entrada.

Festa da gastronomia popular!
Arroz doce, tapioca, manguzá,
algodão doce, queijo com pamonha
e canjica, no bar “Noite Risonha”.

Na bilheteria uma enorme fila,
há moça que aproveita e desfila,
caretas carrancudos sem razão,

e um menino implorando um tostão.
O segurança vem e o expulsa,
causando-me revolta e repulsa.

PFA/