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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 12

              PorPedro F. Alves

Amor ideal – (Soneto 12)

Ideal, muito raro existir,
excelência do mais alto penhor
e suprema essência do amor,
é a jóia das glórias do porvir!

Desejado de todas as nações,
sentimento autêntico e capaz
de, sem uso da força, gerar paz
entre várias e várias gerações.

Com a sua vigência perenal,
é possível o mundo transformar
em redil excelente pra viver.

Amor é néctar de flor surreal,
ideal é difícil encontrar,
divinal, impossível entender!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

"Quem acolhe o menor é a Mim que acolhe"

 (Tema da Campanha da Fraternidade-1993 - Poema musicado)
                                                                                                    
"Quem abriga o menor
é a Mim que acolhe",
pois, dele é o reino do Senhor,
pois, dele é o reino do Senhor...

Se no céu quereis um lar
deveis já vos preparar
acolhendo o meu irmão
com afeto, abrigo e pão,
pois, dele é o reino do Senhor,
pois, dele é o reino do Senhor...

"Quem abriga o menor
é a mim que acolhe",
pois, dele é o reino do Senhor,
pois, dele é o reino do Senhor...



PFA/15.01.93

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 11.

             PorPedro F. Alves

Amor trivial – (Soneto 11)

Trivial, ordinário e ruim,
não merece nem ser catalogado
entre o rol de amor classificado
e que se conjecture não ter fim.

Em essência, sequer é sentimento!
Oportuno, só pra interesseiros
a fim de estar entre os primeiros
em qualquer rentável seguimento.

É comum ter caráter duvidoso,
agir, sempre, de modo infiel,
facilmente, ceder e desistir.

É oposto de amor criterioso
e autêntico, sólido e fiel,
ideal, muito raro existir!

domingo, 11 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 10

              PorPedro F. Alves

Amor casual – (Soneto 10)

Casual, sem raízes pra suster,
poderá, no entanto, se firmar,
crescer e florescer, frutificar
e, com o tempo, se fortalecer.

Tido como amor à primeira vista,
é do tipo que pode resistir,
mas, precisa ter calma e insistir
se quiser que dê fruto e subsista.

Acontece que, se desmoronar
entre rixas que possam trazer dor,
a rigor, é melhor deixar assim.

Se não tem raiz para se firmar,
é melhor não teimar com um amor
Trivial, ordinário e ruim.

sábado, 10 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 09.

              PorPedro F. Alves


Amor informal – (Soneto 09)

Informal, é melhor se prevenir
contra esse modelo de amor,
é difícil findar sem causar dor
e não tem raiz para resistir.

Compromisso, fator imprescindível
a qualquer relação entre mortais,
as demandas costumam ser fatais
se não há responsável previsível.

Igual a qualquer árvore sem tronco,
e que possa lhe dar sustentação,
raramente consegue se manter.

Geralmente, se faz passar por bronco
no intuito de manter  relação
casual, sem raízes pra suster.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 08.

             Por Pedro F. Alves

Amor fatal – (Soneto 08)

Fatal, é amor cúmplice de dor
e diverge, em todo seu mister,
da pureza que a razão requer
como elo que liga ao Senhor;

amor que perdeu a sublimidade
e mergulhou no mar do egoísmo;
entrevero repleto de cinismo
envolvendo requintes de maldade.

A julgar pelas lentes do espelho,
é sensato olhar com precaução
os que têm esta forma de agir.

Pra quem for cauteloso, um conselho:
amor tipo fatal, sem pretensão,
informal, é melhor se prevenir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 07.

            Por Pedro F. Alves

Amor Universal – (Soneto 07)

Mundial, é a Lei da criação:
Amai-vos uns aos outros como Eu.
Acontece que a Lei que Deus nos deu
enveredou por outra direção.

O amor que colore a beleza
e resplende em todo Universo
é tratado de modo controverso
inibindo a paz da natureza.

Entretanto, nem tudo está perdido,
inda resta um fio de esperança,
o amor vigerá com seu fulgor

ante o Universo pervertido.
O apego sincero traz bonança,
fatal, é amor cúmplice de dor!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 06..

             Por Pedro F. Alves


Amor conjugal (Soneto 06)

Conjugal, a excelsa relação
envolvendo marido e mulher,
numa troca sublime, sem mister,
onde quem manda é o coração.

Duas almas vivendo numa só,
doação sem reservas, nem temor;
prevalência da força do amor
sobre méritos, ódios, mágoas, dó…

É parceiro de Deus na natureza,
a partir de Adão no paraíso,
tendo a seu cargo a reprodução.

Sentimento que lustra a beleza,
entre os seres, e que, no juízo
Mundial, é a Lei da criação.

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 05..

Por Pedro F. Alves


Amor sensual (Soneto 05)

Sensual, macho e fêmea, a rigor,
são os dois elementos pressupostos
a formar casais aptos e dispostos
a viver este tipo de amor;

excelência carnal, um bom bocado,
atração entre homem e mulher,
o amor prazer mútuo, sem mister,
que faz do sexo um prato apimentado;

excelente remédio pra curar
os estresses que nos fazem sofrer
as cruéis dores da separação;

é maneira sublime de amar
que eleva o  nível do prazer
conjugal, à excelsa relação.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 04..

             Por Pedro F. Alves


Amor fraternal (Soneto 04)

Fraternal, arremete a iguais,
cada face contém suas nuances,
amor Eros combina com romances
e tem na pontaria os casais.

Irmandade pressupõe amizade,
indivíduos com algo em comum,
um que é outro e outro que é um,
em propósitos e fidelidade.

Abel foi vitimado por Caim,
fratricídio cruel e singular,
um exemplo audaz de desamor!

Sabe-se que as facetas ditam fim,
as fraternas divergem do vulgar,
sensual, macho e fêmea, a rigor.