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sábado, 7 de junho de 2014

Ide, pregai e escutai





Todos falam e escutam,
todos ensinam a todos,
todos doam e permutam,
todos aprendem de todos.




O IDE significa todos pregando
e, igualmente, todos escutando,
contrariamente aos que mais contendem,
aqueles que mais ouvem mais aprendem.

Se seremos eternos aprendizes,
à procura de todos os matizes,
a ciência jamais vai resplender
pra quem não persistir em aprender.

Saber ouvir é uma arte nobre,
à disposição de rico e pobre,
cuja sensatez e magnificência

podem reduzir com eficiência
a estupidez e a arrogância
que alimentam à vil ignorância.

PFA/


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Amor eterno




O Seu amor paternal
é incondicional,
Ele nos amou primeiro,
e, doou-Se por inteiro!


Não pedimos a Deus que nos criasse,
nem ao Senhor Jesus que Se doasse
para, por nós, morrer crucificado
a fim de libertar-nos do pecado!

Por que nada pediram em permuta,
que Os motivou a esta conduta
mesmo antes que fôssemos gerados
e, conseguintemente, consultados?

A iniciativa partiu dEles,
tudo fizeram sem nos consultar,
de tudo, o mister, reside nEles.

Tudo teria sido diferente
se Eles não escolhessem nos amar,
desde os tempos de eternamente!


PFA/05.06.2014

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Meus filhos ateus





Cristãos, não cristãos, ateus,
todos vós sóis filhos Meus,
quero a todos por igual,
Meu amor é paternal!


– Não admitimos Tua existência,
não nos pomos na Tua dependência,
não há nada em nós que Te pertença
e nem cremos em Céu nem em sentença!

Vida e luz, o ar que respiramos,
se procedem de Ti, nós dispensamos,
em nada és maior que um ateu,
e nenhum ateu quer o que é Teu.

Não nos imponhas Tua salvação,
se o nosso arbítrio é respeitado,
livra-nos das ações da Tua mão!

– Tudo bem, nada irei vos impor,
também, nada de vós será tirado,
à ignorância respondo com amor.


PFA/

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Jóias II - Isaías 3: 16 a 23



Jesus, jóia de valor
e caráter imutável,
plena de paz e amor
e justiça amorável.




Jóias não são só os penduricalhos
que nos caracterizam como galhos
fazendo-nos de árvore ambulante
enfeitada de modo extravagante.

As jóias em si mesmas não são nada,
se equivalem à roupa arrumada,
aos carros luxuosos, aviões,
às motos, microfones e mansões.

O problema está no uso indevido,
e no porte de tom envaidecido
que cada jóia nos perpetrará.

Se Cristo é a nossa jóia principal,
o Seu fulgente brilho eternal
será o farol que nos guiará.


PFA/

terça-feira, 3 de junho de 2014

Jóias I - Isaías 3: 16 a 23





Ouro, prata, brilhante,
nada são, postos diante,
do Teu brilho admirável
e valor inestimável.



Pirce, brincos, anéis... – Inconsequência?
Analise os versos com prudência,
veja a essência contida na mensagem
e contextualize a passagem.

Veja se o problema são as jóias
ou se tratar-se de vis paranoias
fazendo delas bode expiatório
de um contexto, a rigor, reprobatório.

Jóias, roupas, pão, foram retirados
em virtude dos atos de rebeldias
que, pelo povo, foram praticados.

Por desobediência e vaidade,
Judá e Israel, naqueles dias,
foram punidos com severidade.

PFA/

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Desilusão II


Quem não aceita perder
o que já está perdido
se obstina a sofrer
a cada dia vivido.



A teimosia do meu coração
ignora os limites da  razão,
insiste e persiste em ti querer,
birra e não admite ti perder.

Vive alimentando esperanças,
dando alma a sonhos e lembranças
que nunca poderão ser revividos,
embora jamais sejam esquecidos.

Senso e coração, eis meu dilema,
não aceitar perder é um problema
pra quem ama e não tem perspectiva.

Não há solução, é definitiva
a caminhada que empreendemos!
Nos caminhos da volta nos perdemos!


PFA/

domingo, 1 de junho de 2014

À luz do presente


Viva cada momento intensamente,
a vida é apenas o presente,
o passado jamais retornará,
e quanto ao futuro... chegará?!

Nessa vida tudo passa,
alegria ou desgraça
são como contos de fadas,
são histórias enfeitadas!

Muitas das nossas lembranças
só trazem desesperanças,
e os sonhos do porvir
poderão nos iludir.

O pouco que a bem pouco
foi o pouco que é agora,
e que daqui a bem pouco
será o pouco que foi embora,

é a nossa realidade,
o resto é vaidade.
Só agimos no presente,
não há vida remanente!

Não vivemos o futuro,
é um sonho prematuro,
no presente está a glória
a desgraça ou a vitória.

PFA/

sábado, 31 de maio de 2014

Sábado festivo





Nessa relação de amor,
entre eu e o Senhor,
eu guardo o dia de Deus
e Ele me guarda nos meus.





Sábado, santo dia de lazer,
um dia inteirinho de prazer,
não tenho compromisso secular,
é dia de agradecer e de orar!

Ao por do Sol, reúno a família
e tem início a nossa vigília
para falar das crenças que nos movem,
e em seguida um pequeno grupo jovem.

Pela manhã, o culto matinal
e a tarde um programa especial
com muitas brincadeiras e louvor.

Findo o dia, vêm as orações
de agradecimento e louvações
ao amorável Pai e Salvador.

PFA/

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ignorância ou maldade?







Quero posso e mando,
obedeça meu comando,
eu não quero ir pro Céu,
eu sou juiz, não sou réu!



– Está em meu poder a decisão,
não importa qual seja a opção!
É uma questão de ponto de vista,
já disse que não quero, não insista!

Se eu decidi que não quero saúde,
que vou partir em plena juventude,
que não tenho interesse em vida eterna,
não venha tentar me passar a perna!

Sei muito bem o que estou fazendo
e não quero ninguém se intrometendo!
– Livre arbítrio é isso, numa boa!

Estas opções estão mais pra maldade
ou pra ignorância e incapacidade?
Em sendo ignorância, Deus perdoa!


PFA/

quinta-feira, 29 de maio de 2014

A fome no sertão




                       Bodes viram acrobatas                    
                       que, alheios às bravatas,                  
                       dão cambalhotas no ar                     
                       tentando se alimentar.                      

Parece, mas, não é um pé de cabra,
é a figuração da fome macabra
que devasta o solo nordestino,
entregue ao seu próprio destino.

Para bodes famintos, no sertão,
e crianças, vivendo no lixão,
em essência, qual é a diferença
do drama atual e da sentença?
  
Se os bodes irão morrer de fome,
esses jovens serão vultos sem nome,
sem saúde e sem cidadania,

vítimas da infame covardia
imposta por governos desalmados
que os deixam viver abandonados.

PFA/