Este espaço é o universo das minhas fantasias reais. Aqui está a expressão do que eu vejo, do que eu sinto e do que eu sou.
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sábado, 30 de junho de 2012
Eu sem você
Eu sou a panela e tu és a tampa,
Eu sou a descida e tu és a rampa,
Eu sou o cesto e tu és o cesteiro,
Eu sou uma banda, nós dois um inteiro.
Tu és carinho e eu sou sopapo,
Tu és remendo e eu sou o trapo,
Tu és pérola e eu sou a lama,
Tu és um e eu sou outro, mas, um só na cama.
Em tudo, eu e tu somos assim,
Eu só vivo por ti e tu pra mim,
Se eu sou louco tu és muito mais!
Diferentes, no entanto, tão iguais,
Tu nunca vais cançar de me querer
E eu, sem ti, não consigo nem viver!
PFA/
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Poeta
O poeta é um ator que observa
O dia a dia das pessoas, e comenta.
Os seus versos descrevem, com reserva,
Os sentimentos que ele representa.
Não sente, a rigor, tudo que diz,
As lágrimas, alegrias ou tristezas,
De quando chora ou sorri feliz,
Se revestem de muitas sutilezas!
Dificil é brincar com fogo e não
Se queimar, igualzinho é o coração,
De cada história fica um pouquinho!
Alegrias e tristezas, como o vinho,
Embriagam, contagiam, e assim,
Ser poeta e um sentir, sentir... sem fim!
PFA/
Vida
Nosso encontro foi predestinado,
Tudo traçado e dantes programado,
Não posso fugir, pois, tu me esperas
Com referência e data severas.
Somos dois contendores relutantes
Aguardando um desfecho em instantes.
Estou em tuas mãos, sei que não me amas,
Mas, insistentemente, me reclamas.
Queres encontrar-me o quanto antes,
Sonhas abraçar-me, igual amantes,
Mas, eu tento fugir dos teus abraços.
Não quero ser envolto por teus braços,
Contigo, temo pela minha sorte,
Mas, que fazer, ninguém foge da morte!
PFA/
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Desilusão I
Adormeci em plena juventude
Embalado por sonhos e inquietude
De um amor platônico e divino,
Um misto de loucura e destino.
Alheio à implacável realidade,
Firmado nos pilares da vaidade,
Edifiquei um palácio de fantasias
Mantido por folclore e poesias.
Fiz de ti minha rainha adorada,
Deusa suprema e musa venerada,
Senhora do meu reino de ilusão.
Mas, a maldade do teu coração
Foi maior que o amor que me juraste
E, então, simplesmente, me deixaste.
PFA/
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Adolescência
Adolescência não é aborrecência,
É o start para a independência,
É o passaporte para a juventude
Aflorando em sua plenitude.
É o paraiso inicial das emoções,
O despertar do amor e das paixões,
É a eclosão da experiência
Própria e natural da pubescência.
A ebulição precisa ser contida,
Cada coisa pesada e medida,
Para que se evite os excessos
E os seus consequentes retrocessos.
Guardiões dos princípios liberais,
Avante em busca dos seus ideais!
PFA/27.06.2012
Universo
Manifestação do excelso Criador,
Prova incontestável de amor,
Magna revelação do pleno Eu Sou
Que a tudo e por tudo Si doou.
Na heterogeneidade do Universo,
A homogeneidade do diverso
Confirma a idéia magistral
Da una procedência divinal.
Do Todo provém toda existência,
Nele está contida a preexistência,
Pela eternidade secular.
Causa das Causas, Fonte Singular,
O Todo é o Revelador universal
Desta obra divina e magistral.
PFA/
terça-feira, 26 de junho de 2012
Quadras enquadradas...
Aniversário
As horas de todo dia,
Os doze meses do ano,
Comemorados num dia,
Uma vez a cada ano.
Certeza
Diante da incerteza
Não sei o que é pior
Se incerteza de certeza
Ou certeza de incerteza.
Coisa
Uma coisa é uma coisa,
Outra coisa é outra coisa,
Mesmo sendo a mesma coisa,
Cada coisa é uma coisa.
Extremos
São extremos, muito e pouco,
Tive muito, tenho pouco,
Melhor, todo tempo, pouco,
Que muito, por tempo pouco.
Ilusão
Verdade feita de prosa,
Esperança mentirosa,
Propaganda enganosa,
Preto pintado de rosa.
Justificativa
Há mal feitos tão bem feitos
Que receiam ser refeitos
Temendo que ser perfeitos
“Lhes revele” mais defeitos.
Perfeito e imperfeito
Perfeito e imperfeito,
É torto e é direito,
O torto é imperfeito
E o perfeito é direito.
Presente
Duração do que há pouco
Era o pouco que há agora
E que daqui a bem pouco
É o pouco que foi embora.
Quadra
Uma coisa é uma quadra,
Outra coisa é outra quadra,
Há quadra que se enquadra
E quadra que desenquadra.
Tempo
Sem tempo, perco meu tempo
Dando tanto tempo ao tempo,
Pois, há tempo, o meu tempo
É tempo fora de tempo.
Todo
No Todo habita tudo,
Pois, sem tudo não há Todo,
Só é Todo quem tem tudo,
Só tem tudo quem é Todo.
Trindade
Um é um e dois é dois,
Mas, assim não é o três,
Na Santíssima Trindade
Três é um e um é três.
PFA/
As horas de todo dia,
Os doze meses do ano,
Comemorados num dia,
Uma vez a cada ano.
Certeza
Diante da incerteza
Não sei o que é pior
Se incerteza de certeza
Ou certeza de incerteza.
Coisa
Uma coisa é uma coisa,
Outra coisa é outra coisa,
Mesmo sendo a mesma coisa,
Cada coisa é uma coisa.
Extremos
São extremos, muito e pouco,
Tive muito, tenho pouco,
Melhor, todo tempo, pouco,
Que muito, por tempo pouco.
Ilusão
Verdade feita de prosa,
Esperança mentirosa,
Propaganda enganosa,
Preto pintado de rosa.
Justificativa
Há mal feitos tão bem feitos
Que receiam ser refeitos
Temendo que ser perfeitos
“Lhes revele” mais defeitos.
Perfeito e imperfeito
Perfeito e imperfeito,
É torto e é direito,
O torto é imperfeito
E o perfeito é direito.
Presente
Duração do que há pouco
Era o pouco que há agora
E que daqui a bem pouco
É o pouco que foi embora.
Quadra
Uma coisa é uma quadra,
Outra coisa é outra quadra,
Há quadra que se enquadra
E quadra que desenquadra.
Tempo
Sem tempo, perco meu tempo
Dando tanto tempo ao tempo,
Pois, há tempo, o meu tempo
É tempo fora de tempo.
Todo
No Todo habita tudo,
Pois, sem tudo não há Todo,
Só é Todo quem tem tudo,
Só tem tudo quem é Todo.
Trindade
Um é um e dois é dois,
Mas, assim não é o três,
Na Santíssima Trindade
Três é um e um é três.
PFA/
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Rio + 20
Mais da metade do mundo reunida,
Tendo em pauta questões que envolvem vida,
Busca encontrar uma solução
Contra a vil e cruel degradação.
Homens de boa vontade, preocupados
Com os pobres e os desajustados,
Dispostos a fazerem sacrifícios
Para que todos tenham benefícios.
Só um ponto a resolver, quem vai pagar?
Impasse, ninguém! Então, adiar...
São todos, a rigor, filhos de Deus,
Mas, Mateus, Mateus, na frente os meus!
Pobres almas, sem fé e desvalidas,
Não vêm que tratam das suas próprias vidas!
PFA/
Nação sertaneja (Ver mais)
É Lampa, Luiz é Lua,
Gonzaga mais Lampião,
Lampa é rei do xaxado
E Luiz rei do baião.
Se lá do Céu Deus mandasse,
Para reinar no sertão,
Luiz cuidando da paz
E Lampa da construção,
Esta mudança traria
Progresso na região.
Luiz acabava a seca,
Com água de irrigação,
Dando forças e vigor
À florescente Nação
E Lampa mantinha a ordem
Comandando o batalhão.
Havendo água pra beber
E o trem como condução,
Com o baião de Luiz,
Xaxado de Lampião,
The World Music Festival
Seria lá no sertão.
Maria, a mamãe de Deus,
E santa de devoção,
Faria chover, certinho,
No decorrer da estação,
aumentando a bicharada
E a crescente plantação.
Viria gente do Sul
E do resto da Nação,
Para conhecer de perto
Essa grande sensação,
Na terra de Virgulino
E Luiz rei do baião.
PFA
domingo, 24 de junho de 2012
Centenário de Luiz Gonzaga
A asa branca cantou...
Despediu-se do sertão,
E, depois, voou, voou...
Foi pra outra região,
No entanto, assim não fez...
Gonzaga o rei do baião
Cantou... cantou... e depois,...
Foi pra outra dimensão
O Céu repleto de estrelas
Do mais intenso brilhar,
Iluminava o caminho
Para Gonzaga passar.
Luiz que alegrou a Terra,
Com a sua profissão,
Lá no Céu foi recebido
Com louvor e saudação.
Sanfonas e forrozeiros,
E anjos em profusão,
Tocavam a Asa Branca
Numa grande orquestração,
Em homenagem
Ao centenário
Do grande astro
Rei do baião.
Pernambucano do Século,
Parabéns por seu papel,
Seu centenário terrestre
Comemora-se no Céu,
Receba dos seus patrícios,
Com a doçura do mel,
Em forma de oração,
Saudades como troféu!
Gonzaga é Luiz é Lua,
Estrela luz do sertão,
Sem lua não há luar,
Sem Luiz não há baião!
PFA
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Autor: Pedro Francisco Alves (Pedro Quiamax)
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