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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Temer ou amar? I

                    Resultado de imagem para gênesis 3: 10                 


O Senhor não pretende ser temido,
o medo sobrevém da transgressão,
Deus quer amor, respeito, gratidão,
enfim, Ele quer ser correspondido!

Antes de errar, Eva não temia
encontrar-se com o Seu Criador,
o erro foi a causa do temor,
e por isso, Adão se escondia! Gn 3: 10

Quem não deve não tem o que temer,
e só é devedor quem transgredir,
só teme a Deus quem O ofender!

Quem ama não ofende, não agride,
é fiel, comedido no agir,
não se ensoberbece, nem transgride.


PFA/

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Obra consumada

Resultado de imagem para pai perdoa-lhes eles não sabem oque fazem


Eu não te dotei de onisciência
e nem, tão pouco, de onipotência,
é debalde tentares te impor
pra anular Meu feito redentor.

O que fiz está feito, imutável,
é obra eternal, irreparável,
assumi os teus erros e os quitei
e, depois, de ti, um a um, os desquitei.

Não há como, jamais, ser avivado
um pecado, depois de perdoado,
o que fiz não se pode desfazer.

A tua salvação foi consumada,
é obra que Eu dei por terminada
e a ninguém permito refazer.

PFA/ 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Fontes inspiradoras

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Reliquías pelas quais me apaixonei:
“Os Mais Belos Poemas Que a Vida
Inspirou”, Araujo Jorge, lida
e néctar floral com que me encantei;

Ferreira Gullar com sua poesia
integrada deu rumo e sentido
ao meu estilo, pouco definido,
envolto em condão de fantasia;                        

Rafael: disciplina literária,
ordem métrica, rimas, romantismo,
essenciais à minha indumentária.

Autores com os quais eu conheci
as faces do amor, com misticismo
áureo, que só depois reconheci.

PFA/

domingo, 17 de janeiro de 2016

Maçarico-solitário

               
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Maçarico-solitário
      Resultado de imagem para homem voando



Como um maçarico-solitário,
alço vôo aos confins da eternidade,
em busca de resquícios da verdade,
existente no meu imaginário.

Tranqüilidade, eis o que procuro,
adentro às profundezas do infinito,
onde, de sons, apenas o meu grito
é ouvido, então, e no futuro.

A calmaria etérea me encanta,
envolve o meu ser controvertido
e me faz esquecer o rol vivido.

Ensimesmada, minha alma canta,
e atinge o clímax da solidão,
ouvindo apenas o meu coração.

PFA/

sábado, 16 de janeiro de 2016

Parque da vida

Resultado de imagem para Criança subindo escada  Resultado de imagem para homem descendo em tobogã

Pula-pula, pra quem quiser pular,
gangorra, pra descer e pra subir,
roda gigante, pra sorte girar,
palhaços e macacos, pra sorrir;

leões, pra meter medo na gente,
bicho de bom caráter, e ruim,
carrossel, pra fazer girar a mente,
trapézio, pra servir de trampolim;

trapalhão, pau de sebo, escorrego,
marmanjo, idiota e pelego,
que vira a noite e dorme de manhã;

a vida é escorrego em escalada,
sobe-se agarrado em escada
e se desce usando tobogã.

PFA/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Coroa de Sonetos - "Livre arbítrio" - Soneto 14

 PorPedro F. Alves


14 – Engodo arbitral

E seremos eternos aprendizes!
Eis a mais real das afirmações,
e assim sendo, nossas decisões
seguirão os exemplos das matrizes.

Prepotência não tem força, nem luz,
o Senhor Deus jamais será vencido,
é inútil o arbítrio atrevido
ante o poder que jaze na cruz.

Agir com sensatez e com denodo
auxilia a mente a seguir
os caminhos que temos de trilhar,

livre arbítrio absoluto é engodo,
é mister que busquemos refletir,
o Senhor nos deu tino pra pensar!

Fim.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Coroa de Sonetos - "Livre arbítrio" - Soneto 13

 PorPedro F. Alves

13 – Arbítrio dependente

As cobranças não podem ser iguais,
no entanto, ninguém fica de fora,
e também, nenhum dos réus desafora
os processos dos santos tribunais.

O que é permitir? E impedir?
Não impedir significa permissão?
Se houver permissão, há transgressão?
Seu arbítrio permite Deus agir?

Permitir rima com autorizar
e dará eternal independência?
O arbítrio dá seivas sem raízes?

Para tudo existe patamar,
o arbítrio não dá onipotência,
e seremos eternos aprendizes!



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Coroa de Sonetos - "Livre arbítrio" - Soneto 12

 PorPedro F. Alves


12 – Individualidade

Cada um tendo chances diferentes,
em virtude do único Q. I.,
as escolhas florescem de per si,
a rigor, não há moldes recorrentes.

O arbítrio depende do saber,
em havendo problemas variados,
haverá divergentes resultados,
há mister, para se reconhecer?!

Nenhum ser poderá se sobrepor
aos desígnios de quem os manifestou,
só Deus é absoluto, ninguém mais,

salvação é produto do amor
e, se o Senhor, ímpares  nos criou,
as cobranças não podem ser iguais!


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Coroa de Sonetos - "Livre arbítrio" - Soneto 11

 PorPedro F. Alves


11 – Poder duvidoso

Coerência, em todos os matizes,
é a tônica a se aplicar!
Deus deu, Ele jamais irá tomar!
– Ele deu mesmo, ou és tu que dizes?!

Deus te deu poder para te impores,
anulando o que Ele almeja?!
És tu o vencedor desta peleja?!
Então, foram inúteis Suas dores?!

É prudente que sejas comedido,
o que pensas se firma no altar,
entre as sãs doutrinas recorrentes?!

Se assim é que tens compreendido,
inda bem que Deus irá nos julgar
cada um tendo chances diferentes!


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Coroa de Sonetos - "Livre arbítrio" - Soneto 10

 PorPedro F. Alves


10 – Coerências divinais

É essência dos atos divinais
as ações procedentes do Senhor,
como ousam taxar de ditador
o Pai que contém filhos desleais?!

Vou casar, Pai, dê-me sua benção!
– Filho, Eu não concordo, nem permito!
Deixa, o filho, o dito por não dito,
e vai! Houve, do Pai, a permissão?!

O Pai não interferiu, nem concordou,
e nem feriu a Lei, nem a razão,
evidente que, ante os deslizes,

apenas não conter, quando discordou,
é, tão só, agir com moderação,
coerência, em todos os matizes!