Este espaço é o universo das minhas fantasias reais. Aqui está a expressão do que eu vejo, do que eu sinto e do que eu sou.
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Adeus, não!
Os anseios meus e teus
são luzes a flamejar
ofuscando um adeus
que possa nos separar.
Adeus é uma palavra muito forte,
reconheço que não tenho suporte
para tão cruciante decisão,
portanto, ajo com moderação.
Bye, bye, não! Até logo, até breve,
quem ama, certamente, não se atreve
a deixar que destruam os seus sonhos
por motivos tão reles e bisonhos.
Mesmo com tempo frio e nublado,
o amor há de ser iluminado
e vencer os dragões que vêm do mar,
nenhum tsunami irá nos separar,
a quantas tempestades enfrentamos
e, unidos, a todas superamos?!
PFA/
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Sete a um
Jogar... ganhar ou perder,
e arcar com as conseqüências...
O placar que vai dizer
quem teve mais competência!
A vida é florida de adereços,
mas, também, de pancadas e tropeços,
como uma caixinha de segredos,
pode conter vitórias ou degredos.
O futuro reserva incertezas,
revestidas de flores ou tristezas,
porém, nunca além das perspectivas
que mostram as reais alternativas.
Toda causa produz os seus efeitos,
alguns perfeitos outros imperfeitos,
subir ou submergir são conseqüências,
boas ou más, conforme as providências
adotadas após os resultados.
Sete a um! Feridos... não finados!
PFA/
terça-feira, 8 de julho de 2014
Trocadilhos
Por um pão eu faço guerra,
como pão, não como terra,
mas, quem tem o pão na mão,
me dá terra e come o pão!
Contradições absurdas! Paz e guerra!
Quando existe paz, aqui na Terra,
só a guerra nos diz quem é capaz,
“Fazemos guerra em busca da paz,!”
Democracia versos ditadura!
– O amor é eterno enquanto dura!
– Melhor a ditadura responsável
do que a liberdade irresponsável!
E, neste trocadilho duma figa,
se a gente não pensa e nem se liga,
quem ganha são os astros que comandam,
a gente obedece, eles mandam,
eles colhem, mas, nós é que plantamos!
É preciso escolher, pra que colhamos...
PFA/
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Paciência
Paciência é virtude
que requer solicitude,
sensatez, compreensão
e amor no coração.
Ser paciente... não é ser submisso,
não ter vontade própria, compromisso,
nem falta de caráter, nem ser bobo;
nem submeter-se ao crivo do lobo!
Paciência... é bom senso, prudência,
bonança, sensatez e competência,
em defesa da ordem e da paz;
é crer que o bem a tudo refaz!
Paciência supera amarguras,
incompreensões, mágoas e censuras,
e incentiva a levar apoio,
sem distinção, ao justo e ao joio,
sem, contudo, tornar-se conivente!
O amor tem essência paciente!
PFA/
que requer solicitude,
sensatez, compreensão
e amor no coração.
Ser paciente... não é ser submisso,
não ter vontade própria, compromisso,
nem falta de caráter, nem ser bobo;
nem submeter-se ao crivo do lobo!
Paciência... é bom senso, prudência,
bonança, sensatez e competência,
em defesa da ordem e da paz;
é crer que o bem a tudo refaz!
Paciência supera amarguras,
incompreensões, mágoas e censuras,
e incentiva a levar apoio,
sem distinção, ao justo e ao joio,
sem, contudo, tornar-se conivente!
O amor tem essência paciente!
PFA/
domingo, 6 de julho de 2014
Onipresença divina
O que é aqui, agora,
já se fez desde outrora,
mas para ser revelado
no tempo apropriado.
Deus, com certeza, é onipresente,
um atributo que O faz presente,
por todo tempo, em todo lugar,
algo difícil de se explicar!
Plena eternidade num momento
mas, como se dá o ajustamento
das manifestações atemporais
com fatos de caráter temporais?
Morte anterior à criação,
e em Jerusalém, pra revelação,
são acontecimentos enigmáticos
cujos desdobramentos problemáticos
mostram que após tudo que estudei,
na verdade, “só sei que nada sei”.
PFA/
sábado, 5 de julho de 2014
Sábado de adoração
Seis dias são todos meus,
o sábado é de Deus,
diz o quarto mandamento,
no Antigo Testamento.
Nada temos em termos absolutos,
qualidades, dosagens e condutos,
tudo é concedido limitado
e, paulatinamente, revelado.
Para tudo há tempo definido,
com forma e lugar instituído,
assim sucede ao conhecimento,
dádiva em perene crescimento!
Ao longo de seis dias da semana
tocamos livremente a campana,
mas, pro sábado foi determinado,
mesmo antes do mundo ser fundado,
um encontro com nosso Criador,
a fim de exaltarmos Seu amor.
PFA/
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Reminiscências
Se relembrar é viver,
é tudo reescrever,
as delícias do amor
e cicatrizes da dor!
Prostro-me ante amigos e amadas
que, ao longo das minhas caminhadas,
eu possa ter causado decepção,
mesmo que não havendo intenção!
Na euforia da adolescência,
co’ os hormônios em plena efervescência,
ou mesmo no rol da maturidade,
comete-se qualquer insanidade!
Não obstante o teor, tempo e razões,
o fato é que essas frustrações
vêm de longe e se refletem cá!
Os enganos e erros cometidos,
quando sobriamente são relidos,
me atormentam onde quer que eu vá.
PFA/
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Reinado do terror
Se o “gato” se acomoda,
os “ratinhos” fazem festa,
dão as ordens, ditam moda
e ninguém se manifesta.
Para atingir o povo em geral,
com rebeldia no foro total,
desmoraliza-se, antes, o senhor
e a seguir o rol inferior.
Monta-se ardis, de formas sutil,
instaura-se a desordem no redil,
hostilizando a todo cidadão
que não pactue com a corrupção.
Tudo se faz a tempo e a hora,
mediante o ato de penhora
de parte do direito que é devido.
Que fazer pra mudar o colorido
de uma tela suja e corrompida,
se a sujeira impregna sua vida?!
PFA/
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Reflexão
Ouvir, é sabedoria?!
Desordem, é anarquia?!
Fazer certo, é ciência?!
Ter calma, é paciência?!
Falar mal da sua casa, é nobreza?!
Bajular a casa alheia, gentileza?!
Falar, sem escutar, sabedoria?!
Esnobar os amigos, galhardia?!
Optar por fazer o mal, é sapiência?!
Ludibriar a todos, é ciência?!
Fingir para agradar, é amizade?!
Mentira pequenina, é verdade?!
Manter a ordem, é intolerância?!
Amor sem compromisso, é justiça?!
Fazer-se respeitar, é arrogância?!
Dar o direito alheio, é favor?!
Assistir à pobreza, é injustiça?!
Ignorar a justiça, é amor?!
PFA/
Desordem, é anarquia?!
Fazer certo, é ciência?!
Ter calma, é paciência?!
Falar mal da sua casa, é nobreza?!
Bajular a casa alheia, gentileza?!
Falar, sem escutar, sabedoria?!
Esnobar os amigos, galhardia?!
Optar por fazer o mal, é sapiência?!
Ludibriar a todos, é ciência?!
Fingir para agradar, é amizade?!
Mentira pequenina, é verdade?!
Manter a ordem, é intolerância?!
Amor sem compromisso, é justiça?!
Fazer-se respeitar, é arrogância?!
Dar o direito alheio, é favor?!
Assistir à pobreza, é injustiça?!
Ignorar a justiça, é amor?!
PFA/
terça-feira, 1 de julho de 2014
Língua ferina
“ – Cala a boca Etelvina,
mulher da língua ferina,
amanhã vou trabalhar...”
Cancioneiro popular.
O pau que nasce torto morre torto,
pode ser na velhice ou de aborto;
o mesmo acontece com a língua,
quando ferina, morre mas não míngua!
Escorpião já nasce com veneno,
sua sanha começa de pequeno,
do mesmo modo, certas criaturas
trazem no eu peçonhas e censuras.
Cruze os dedos, bata na madeira,
se benza e se unte com cidreira,
dê figa, reze um terço todo dia,
pedindo proteção à Virgem Maria
contra a pestilência da ralé
de uma língua doente de má fé.
PFA/
mulher da língua ferina,
amanhã vou trabalhar...”
Cancioneiro popular.
O pau que nasce torto morre torto,
pode ser na velhice ou de aborto;
o mesmo acontece com a língua,
quando ferina, morre mas não míngua!
Escorpião já nasce com veneno,
sua sanha começa de pequeno,
do mesmo modo, certas criaturas
trazem no eu peçonhas e censuras.
Cruze os dedos, bata na madeira,
se benza e se unte com cidreira,
dê figa, reze um terço todo dia,
pedindo proteção à Virgem Maria
contra a pestilência da ralé
de uma língua doente de má fé.
PFA/
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