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terça-feira, 8 de março de 2011

SSDVS - Chuva


Água, bênção que, em fragmentação,
espraiando-se no espaço celeste,
cai sobre norte, sul, oeste e leste,
dádiva salutar da criação.

Portadora de vida em abundância,
dá à terra flores, frutos e vigor,
milagrosas gotinhas sem sabor,
disformes, incolor e sem fragrância,

Homens na sua magna sapiência,
vibram com o progresso da ciência,
alimentando o sonho de induzi-la,

insanos, bombardeiam nuvens, tentam,
mas seus projetos falham, se arrebentam,
porque só a Deus cabe produzi-la.

PFA/

SPOEM - Táticas

Profissionais da fé, aos seus servidores subservientes e à massa fanática, em relação a possíveis contestadores:


– Destruir por inanição!

– Quem corre cansa. É esperar!

– Dêem tempo ao tempo. Eis a lição!

– Falar desgasta. Melhor calar!

– Não alimentem. Desatenção!


Abutres sujos! Pra que lutar?!
O tempo corre a vosso favor!

Voluntário!
Não bata de frente, não mate, não morra!
Calma, se não der mais, pare, pense, corra...
Pra Jesus.

Que tomem os “seus postos”! Vá respirar!
O tempo que corre a favor é o mesmo que conspira!

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RPDVS - Os olhos e a dinâmica da felicidade

A felicidade e a infelicidade são feitas de instantes...

Antes de ontem: – Os olhos são refletores a resplender na imensidão do universo os luzentes raios de alegria e amor que brotam do coração.

Ontem: – Os olhos são os sangradouros por onde deságuam as lágrimas que transbordam do lago de amarguras do coração.

Hoje: – Os olhos são refletores a resplender na imensidão do universo os luzentes raios de alegria e amor que brotam do coração.

Amanhã: – Os olhos são os sangradouros por onde deságuam as lágrimas que transbordam do lago de amarguras do coração.

Depois de amanhã: – Os olhos são refletores a resplender na imensidão do universo os luzentes raios de alegria e amor que brotam do coração...

RSDVS - Despedidas

De idas e vindas é feita a vida!
Chegadas alegres... Tristonhas partidas!

As lágrimas, representando as feridas
Tão comuns nos desenlaces, nas partidas,
São as tintas desbotadas, já vencidas,
Colorindo de saudade as despedidas.

Na face, tela lambuzada pela dor,
Os dedos são pincéis tentando retocar
Manchas, excessos de tinta, a retratar
A tristeza do hiato, ou fim, de um amor.

Quanto a ti, podes partir quantas vezes quiseres,
Dez, cem, mil... Uma ida a cada dia,
Pois, a tristeza de mil vezes te ver partir
É menor que a alegria de uma só te ver voltar!

Para partires, antes tens que regressar,
Meu temor é que tu partas duma vez,
Isto eu sei que jamais suportaria!


11.11.2005

SPOEM - Ditador de “Anuspira”

É fajuta
A conduta
Que desfruta
Nossa luta,
Sem escuta,
Sem disputa,
E imputa,
Sem permuta,
A cicuta
Absoluta
Que enluta
Quem refuta
A batuta
Prostituta.

A labuta
Não indulta,
Da biruta
Vil conduta,
Quem enluta
O recruta
Que discuta!

Ditador filho da p...!

SSDVS - Miseráveis

Não te lamentes, ora e agradece,
A tua dor não é nada diante
De quem sem lar, sem paz, amor, perece
Frente à multidão muda, passante.

Tens aconchego, teto, atenção,
Uma família que cuida de ti,
Tens, certos, remédio e alimentação,
Tudo, enfim, pra suprir e prevenir.

Em comum com aqueles miseráveis
Tens os cancros cruéis e incuráveis
Que mutilam e matam sem piedade.

Mas, em comum com eles, tens também,
Deus, médico dos médicos, que tem
A cura para toda enfermidade.

03.09.2009

SSDVS - Pobres

Na busca inconsciente do poder,
Querendo a qualquer custo vencer,
Deixamos nos levar pela maldade,
Esquecemos o que é sobriedade.

Os bens materiais com seus fascínios
Conduzem à maldade, a latrocínios,
À insensibilidade corruptível,
Tornando o homem cruel e desprezível.

Há pessoas tão ricas, mas tão pobres,
Que nada têm, senão o vil dinheiro!
Desprovidas dos mais puros e nobres

Sentimentos cristãos em suas vidas,
Desprezam o que há de verdadeiro
Em troca de questões mal resolvidas.

03.09.2009

SSDVS - Volta ao lar

É bom voltar pra casa. Que legal,
Lá fora não existe nada igual!
No lar as relações são diferentes,
As chamas do amor são mais ardentes.

Que bom ter tudo ao alcance da mão,
Livros, computador, televisão,
A comida caseira, nossa cama,
São coisas simples, mas que a gente ama.

Logo ao chegar tudo se transforma,
É como se houvesse uma reforma
E o corpo ficasse como novo.

E entre aleluias comovidas,
Louvores e orações enternecidas,
Ressoam gratidões pelo renovo.

20.01.2010

ESDVS - A morte

Claustrofobia, cápsula, prisão,
Cúmplices de morte e escuridão;
Necrópole, contraste de saúde
Com mazelas, penúrias e ataúde.

Paredes laterais, piso e teto,
Fundo, tampa frontal, e está completo
O cárcere humano conclusivo,
Ponto final do traço progressivo.

Inevitável, com data incerta,
A morte não tem hora, mas é certa,
Incorruptível e inadiável.

Creio na eternal felicidade,
Dádiva amorável da Trindade,
Mas, adia, ó Pai,Teu inefável.

01.11.2009

CQDVS - Superstição não se enquadra

Superstição não se enquadra



Sexta-feira meu Senhor
Na cruz foi crucificado,
Gesto magno de amor
Para sempre ser lembrado.

Dia de exaltação
Para quem acreditar
Que Sua crucificção
Deu-se para nos salvar.

Sexta-feira e a cruz
Simbolizam Sua dor,
Mas, refletem Sua luz
E, também, o Seu amor.

Dia da preparação,
Véspera do santo Sábado,
Dia da consumação
Da derrota do pecado.

Se exaltamos a cruz,
Muito mais a sexta-feira,
Pois, nela brilhou a luz
Lá no monte da caveira.

Dia em que brilhou a luz,
Dia no qual meu Senhor
Consagrou-Se numa cruz
Dando a vida por amor.


01.11.2009