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sábado, 10 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 09.

              PorPedro F. Alves


Amor informal – (Soneto 09)

Informal, é melhor se prevenir
contra esse modelo de amor,
é difícil findar sem causar dor
e não tem raiz para resistir.

Compromisso, fator imprescindível
a qualquer relação entre mortais,
as demandas costumam ser fatais
se não há responsável previsível.

Igual a qualquer árvore sem tronco,
e que possa lhe dar sustentação,
raramente consegue se manter.

Geralmente, se faz passar por bronco
no intuito de manter  relação
casual, sem raízes pra suster.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 08.

             Por Pedro F. Alves

Amor fatal – (Soneto 08)

Fatal, é amor cúmplice de dor
e diverge, em todo seu mister,
da pureza que a razão requer
como elo que liga ao Senhor;

amor que perdeu a sublimidade
e mergulhou no mar do egoísmo;
entrevero repleto de cinismo
envolvendo requintes de maldade.

A julgar pelas lentes do espelho,
é sensato olhar com precaução
os que têm esta forma de agir.

Pra quem for cauteloso, um conselho:
amor tipo fatal, sem pretensão,
informal, é melhor se prevenir.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 07.

            Por Pedro F. Alves

Amor Universal – (Soneto 07)

Mundial, é a Lei da criação:
Amai-vos uns aos outros como Eu.
Acontece que a Lei que Deus nos deu
enveredou por outra direção.

O amor que colore a beleza
e resplende em todo Universo
é tratado de modo controverso
inibindo a paz da natureza.

Entretanto, nem tudo está perdido,
inda resta um fio de esperança,
o amor vigerá com seu fulgor

ante o Universo pervertido.
O apego sincero traz bonança,
fatal, é amor cúmplice de dor!

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 06..

             Por Pedro F. Alves


Amor conjugal (Soneto 06)

Conjugal, a excelsa relação
envolvendo marido e mulher,
numa troca sublime, sem mister,
onde quem manda é o coração.

Duas almas vivendo numa só,
doação sem reservas, nem temor;
prevalência da força do amor
sobre méritos, ódios, mágoas, dó…

É parceiro de Deus na natureza,
a partir de Adão no paraíso,
tendo a seu cargo a reprodução.

Sentimento que lustra a beleza,
entre os seres, e que, no juízo
Mundial, é a Lei da criação.

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 05..

Por Pedro F. Alves


Amor sensual (Soneto 05)

Sensual, macho e fêmea, a rigor,
são os dois elementos pressupostos
a formar casais aptos e dispostos
a viver este tipo de amor;

excelência carnal, um bom bocado,
atração entre homem e mulher,
o amor prazer mútuo, sem mister,
que faz do sexo um prato apimentado;

excelente remédio pra curar
os estresses que nos fazem sofrer
as cruéis dores da separação;

é maneira sublime de amar
que eleva o  nível do prazer
conjugal, à excelsa relação.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 04..

             Por Pedro F. Alves


Amor fraternal (Soneto 04)

Fraternal, arremete a iguais,
cada face contém suas nuances,
amor Eros combina com romances
e tem na pontaria os casais.

Irmandade pressupõe amizade,
indivíduos com algo em comum,
um que é outro e outro que é um,
em propósitos e fidelidade.

Abel foi vitimado por Caim,
fratricídio cruel e singular,
um exemplo audaz de desamor!

Sabe-se que as facetas ditam fim,
as fraternas divergem do vulgar,
sensual, macho e fêmea, a rigor.         

domingo, 4 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 03.

            Por Pedro F. Alves


Amor filial (Soneto 03)

Filial, uma dádiva real,
o primeiro sorriso infantil,
a primeira trela juvenil,
a história do beijo virginal!

Qual estrela de brilho multicor,
cada filho resplende e fascina
e, com o seu encanto, ilumina
os caminhos dos pais, com seu amor.

Com respeito e dedicação,
os pais e filhos, de bom proceder,
evoluem nas teses divinais!

O amor dos pais é sublimação,
filial é regalo a receber,
fraternal, arremete a iguais.

sábado, 3 de outubro de 2015

Coroa de sonetos - “Faces do Amor” 02.

        Por Pedro F. Alves
Miguel, Gabriel, Gabriela,  Raquel e Samuel.

Amor paternal (Soneto 02)

Paternal é amor transcendental,
o amor que tem por razão de ser
as virtudes que busca receber
de Deus, o Criador Universal.

Doar-se pra salvar as criaturas!
O exemplo maior do Salvador,
é seguido na ânsia do penhor
que proteja seus filhos das loucuras.

Amor de pai não teme provações,
se preciso, abdica do prazer,
pra servir a alguém especial,

mas, tem suas reais compensações,
o amor que só pais podem receber:
filial, uma dádiva real!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - “Faces do Amor” 01.

         Por Pedro F. Alves
Filhos, um é bom, dois é melhor e cinco muito mais!

Amor maternal (Soneto 01)


Maternal, o maior, entre os mortais!
O amor que tem a sublimidade
inspirada na Magna Divindade:
o Senhor das mansões celestiais!

Os exemplos inatos de Maria,
a excelsa mãe de Cristo Jesus,
dão vigor pra levar a sua cruz
e lutar pelo pão de cada dia.

Anuente, humana e adorável,
é a magna gestora do seu lar
na difícil tarefa maternal!

Amor de mãe é dote amorável,
é essência difícil de encontrar,
   paternal, é amor transcendental.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Coroa de Sonetos - "Faces do Amor" (Soneto básico)

             Por Pedro F. Alves


– Faces do Amor… (Soneto básico)

– Maternal, o maior, entre os mortais,
– Paternal, é amor transcendental,
– Filial, uma dádiva real,
– Fraternal, arremete a iguais;

– Sensual, macho e fêmea, a rigor,
– Conjugal, a excelsa relação,
– Mundial, é a Lei da criação,
– Fatal, é amor cúmplice de dor;

– Informal, é melhor se prevenir,
– Casual, sem raízes pra suster,
– Trivial, ordinário e ruim;

– Ideal, muito raro existir,
– Divinal, impossível entender,
   – Eternal, doação que não tem fim.


Uma “Coroa de Sonetos” é formada por 15 sonetos, a saber:
- 1 soneto básico;
- 14 sonetos, cada um começando e terminando com um dos
 versos  do soneto básico.